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21 – O Cristo Íntimo e os Eus-causa

2 de março de 2016 - Fase B

Tema nº. 21  –  O Cristo Íntimo e os Eus-Causa.

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             Vejamos as palavras do V.M. Samael Aun Weor:

 “O Cristo Intimo”

(do Livro “A Grande Rebelião” do V.M. Samael Aum Weor)
“Cristo é o Fogo do Fogo, a Chama da Chama, a Assinatura Astral do Fogo.

Sobre a cruz do Mártir do Calvário está definido o Mistério do Cristo com uma só palavra que consta de quatro letras: INRI – Ignis Natura Renovatur Integram – ”O Fogo Renova Incessantemente a Natureza.”

O avento do cristo, no coração do homem, nos transforma radicalmente.

Cristo é o Logos Solar, Unidade Múltipla Perfeita. Cristo é a vida que palpita no universo inteiro, é o que é, o que sempre foi e o que sempre será.

Muito se falou sobre o Drama Cósmico. Inquestionavelmente, este drama é formado pelos quatro Evangelhos.

Foi nos dito que o Drama Cósmico foi trazido pelos Eloim à Terra. O Grande Senhor da Atlântida representou esse drama em carne e osso.

O Grande Kabir Jesus também teve que representar o mesmo drama, publicamente, na Terra Santa.

Ainda que o Cristo nasça mil vezes em Belém, de nada serve se não nasce em nosso coração também.

Ainda que houvesse morrido e ressuscitado ao terceiro dia, dentre os mortos, de nada serve isso se não morre e ressuscita em nós também.

Tratar de descobrir a natureza e a essência do fogo é tratar de descobrir a Deus, cuja presença real sempre se revelou sob a aparência ígnea.

A sarça ardente ( êxodo, III, 2 ) e o incêndio do Sinai, a raiz do outorgamento do Decálogo ( Êxodo, XIX, 18 ), são duas manifestações pelas quais Deus aparece a Moisés.

Sob a figura de um ser de Jaspe e Sardônico da cor da chama, sentado num trono incandescente e fulgurante, São João descreve o dono do universo ( Apocalipse, IV, 3, 5 ). “ Nosso Deus é um Fogo Devorador”, escreve São Paulo em sua “ Epistola aos Hebreus”.

O Cristo Íntimo, o Fogo Celestial deve nascer em nós e nasce, em realidade, quando avançamos bastante no trabalho psicológico.

O Cristo Íntimo deve eliminar de nossa natureza psicológica as próprias causas do erro: os eu-causa.

Não seria possível a dissolução das causas do ego, enquanto o Cristo Intimo não tenha nascido em nós.

O Fogo vivente e Filosofal, o Cristo Íntimo, é o Fogo do Fogo, o Puro do Puro. O Fogo nos envolve e nos banha por todas as partes. Vem a nós pelo ar, pela água e pela própria terra que são seus conservadores e seus diversos veículos.

O fogo Celestial deve cristalizar, em nós, é o Cristo Íntimo, nosso Salvador interior profundo.

O Senhor Íntimo deve encarregar-se de toda nossa psique, dos cinco cilindros da máquina orgânica, de todos os nossos processos mentais, emocionais, motores, instintivos, sexuais.”

“Trabalho Crístico”

(do Livro “A Grande Rebelião” do V.M. Samael Aum Weor)

O Cristo Intimo surge, interiormente, no trabalho, relacionado com a dissolução do eu psicológico.

Obviamente, o Cristo Interior só advém no momento culminante de nossos esforços  intencionais e padecimentos voluntários.

O advento do Fogo Crístico é o acontecimento mais importante de nossa própria vida.

O Cristo Intimo se encarrega, então, de todos os nossos processos mentais, emocionais, motores, instintivos e sexuais.

Inquestionavelmente, o Cristo Intimo é nosso Salvador interior profundo.

Ele, sendo perfeito, ao meter se em nós, pareceria como imperfeito; sendo casto, pareceria como se não fosse; sendo justo, pareceria como se não fosse.

Isto é semelhante aos distintos reflexos da luz. Se usamos óculos azuis tudo nos parecerá azul e se os usamos de cor vermelha veremos todas as coisas desta cor.

Ele, ainda que seja branco, visto de fora, cada qual o verá através do cristal psicológico com que o olha; por isso é que as pessoas vendo-o, não vêem.

Ao carregar de todos os nossos processos psicológicos, o Senhor da Perfeição sofre o indizível.

Convertido em homem entre os homens, há de passar por muitas provas e suportar tentações indizíveis.

A tentação é fogo, o triunfo sobre a tentação e’ luz.

O iniciado deve aprender a viver perigosamente; assim está escrito. Isto o sabem os alquimistas.

O iniciado deve percorrer com firmeza a Senda do Fio da Navalha; de um e outro lado do difícil caminho existem abismos espantosos.

Na difícil senda da dissolução do ego, existem complexos caminhos que têm sua raiz precisamente no caminho real.

Obviamente, da Senda do Fio da Navalha se desprendem múltiplas sendas que não conduzem a nenhuma parte. Algumas delas nos levam ao abismo e ao desespero.

Existem sendas que nos poderiam converter em majestades de tais ou quais zonas do universo, porém, que de nenhum modo nos trariam de regresso ao seio do eterno Pai Cósmico Comum.

Existem sendas fascinantes, de santíssimas aparências, inefáveis. Desafortunadamente, só nos podem conduzir à involução submersa dos mundos infernos.

No trabalho da dissolução do eu, necessitamos entregar-nos, por completo, ao Cristo Interior.

Às vezes aparecem problemas de difícil solução. De repente o caminho se perde em Labirintos inexplicáveis e não se sabe por onde continua. Só a obediência absoluta ao Cristo Interior e ao Pai que está em secreto, pode, em tais casos, orientar-nos sabiamente.

A Senda do Fio da Navalha está cheia de perigos por dentro e por fora.

A moral convencional de nada serve. A moral é escrava dos costumes, da época, do lugar.

O que foi moral em épocas passadas agora resulta imoral; o que foi moral na Idade Média, por estes tempos modernos pode resultar imoral. O que num país é moral em outro pais é imoral, etc.

No trabalho da dissolução do ego sucede que, às Vezes, quando pensamos que vamos muito bem, resulta que vamos muito mal.

As mudanças são indispensáveis durante o avanço esotérico; mas, as pessoas reacionárias permanecem engarrafadas no passado, petrificam-se no tempo e trovejam e relampejam contra nós, à medida que realizamos avanços psicológicos profundos e mudanças radicais.

As pessoas não resistem às mudanças do Iniciado; querem que este continue petrificado em múltiplos ontens.

Qualquer mudança que o Iniciado realizar é classificada, de imediato, como imoral.

Olhando as coisas deste ângulo, à luz do trabalho crístico, podemos evidenciar, claramente, a ineficácia dos diversos códigos de moral que no mundo foram escritos.

Inquestionavelmente, o cristo manifesto e não obstante, oculto no coração do homem real, ao carregar-se de nossos diversos estados psicológicos, sendo desconhecido para as pessoas é, de fato, qualificado como cruel, imoral e perverso.

Resulta paradoxal que as pessoas adorem o Cristo e, no entanto, lhe coloquem tão horripilantes qualificativos.

Obviamente, as pessoas inconscientes e adorrnecidas só querem o Cristo histórico, antropomórfico, de estátuas e dogmas inquebrantáveis, ao qual podem acomodar facilmente todos os seus códigos de moral torpes e rançosos e todos os seus pré-julgamentos e condições.

As pessoas não podem conceber jamais o Cristo Íntimo no coração do homem. As multidões só adoram o Cristo estátua e isso é tudo.

Quando se fala às multidões; quando se lhes declara o cru realismo do cristo revolucionário, do cristo vermelho, do Cristo Rebelde, de imediato recebe qualificativos como os seguintes: blasfemo, herege, malvado, profanador, sacrílego, etc.

Assim são as multidões; sempre inconscientes; sempre adormecidas. Agora compreendemos porque o Cristo crucificado no Gólgota exclama com todas as forças de sua alma: “Meu pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem”

O Cristo, em si mesmo, sendo um, aparece como muitos. Por isso se disse que é Unidade Múltipla Perfeita. Ao que sabe a palavra dá poder; ninguém a pronunciou, ninguém a pronunciará, senão somente aquele que o tem encarnado.

Encamá-lo é o fundamental no trabalho avançado da morte do eu pluralizado.

O Senhor da Perfeição trabalha em nós, à medida que nos esforçamos conscientemente no trabalho sobre nós mesmos.

Resulta espantosamente doloroso o trabalho que o Cristo Íntimo tem que realizar dentro de nossa própria psique.

É Verdade que nosso Mestre Interior deve Viver toda sua Via Crucis no fundo mesmo de nossa própria alma.

Está escrito: “A Deus rogando e com o malho dando.” Também está escrito: “Ajuda-te que te ajudarei.”

Suplicar à Divina Mãe Kundalini é fundamental, quando se trata de dissolver agregados psíquicos indesejáveis. Entretanto, o Cristo Intimo, nos recônditos mais profundos do mim mesmo, opera sabiamente, de acordo com as próprias responsabilidades que Ele coloca sobre seus ombros.”

Até aqui as palavras do V.M. Samael Aun Weor.

Uma opinião sobre “21 – O Cristo Íntimo e os Eus-causa

Fábio Alexandre

Fascinante!!!

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