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20 – A Intuição

2 de março de 2016 - Fase B

Tema nº. 20  –  A Intuição.

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            A Intuição é o poder anímico mais importante que pode ser conquistado.

Blavatsk o chama “A voz do silêncio”, com muita propriedade.

É através da Intuição que nos colocamos em contato com o Íntimo, como nosso Real Ser, com o Pai que está em secreto.

A sede da Intuição é o mais profundo coração tranqüilo.

A intuição nos avisa de qualquer perigo e além disso nos mostra qual o caminho mais correto a seguir.

Quem sabe fazer a vontade de Deus jamais padecerá de infortúnios, fome, sede, etc., etc., etc.

Somente para elucidar vamos descrever o encontro de dois mestres que simplesmente marcaram de se encontrar no centro de uma metrópole, sem dizer o local exato. Ambos, apenas seguindo as ordens do coração tranqüilo, a voz do silêncio, se encontraram com a maior naturalidade.

Muitos Mestres já escaparam da morte física devido ao poder da intuição. A intuição é um poder anímico que realmente produz maravilhas.

Fazer a vontade do Pai é estar perto dele cada vez mais.

Já falamos aqui, em demasia, que o estado adequado da mente é mantê-la calada. Ou seja, a mente é um instrumento passivo. A mente é um poder lunar, frio. Porém para desventura geral, a atual humanidade endeusa a mente.

A consciência, por sua vez, que é o silêncio, é um poder solar, quente, cuja sede é o mais profundo coração tranqüilo. É urgentíssimo tornar a consciência ativa e a mente passiva, pois esses são os lugares corretos de cada uma delas, conforme ensina a Eterna Sabedoria dos Séculos e Séculas.

A intuição é própria dos grandes iluminados, ou seja, daqueles que conseguiram domar, tal qual se doma uma mula, a mente, fazendo-a trabalhar para a alma. Uma mente domada é extremamente extensível e pode penetrar, juntamente com a consciência, todos os rincões do universo, desde que não a deixemos tomar a liderança. Quando a mente passa a querer julgar as coisas, quando ela toma a frente do ser, até aí chegamos, paramos de compreender a Verdade. Ou melhor diríamos, é desde este ponto que começamos a desvirtuar a Verdade, que é um rio que corre. A Verdade é o que é de instante em instante. A Verdade é o novo de momento em momento.

A mente é sim um instrumento muito útil, sem o qual não compreenderíamos nada. Sem ela, também não conseguiríamos criar nada. Estas duas são as grandes qualidades da mente: compreender e imaginar. Entendamos imaginar como projetar o exeqüível.

O raciocínio, é triste dizer-lo, não serve para nada. A lógica é útil, pois é filha da compreensão. É algo natural da alma e conforme a consciência vai penetrando as coisas, os silogismos automaticamente surgem, juntamente com a compreensão. Mas, contrariamente, o raciocínio é filho da Ilusão. Querer atingir a verdade com a mente, antes de vivenciá-la, conduz a tremendos equívocos. Querer teorizar sobre o que se desconhece é total falta de senso. Por outro lado, trazer para o mundo dos conceitos aquilo que se viu e é real pode ser bom, porém dependendo do uso que se deixe fazer a isso.

Daí formulação a seguinte equação:

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Que esta frase se enraíze em cada de um nós, estudantes gnósticos: “nosso dever é andar com a mente calada e o coração tranqüilo aqui e agora, observando os três pricipais centros da máquina humana: mente, coração e sexo.”

Deste modo, creio que perceberam a importância de nos fazermos guiar pelo coração tranqüilo e não pela mente. É o coração tranqüilo que nos aponta o caminho correto. É o coração tranqüilo que nos possibilita enxergar a verdade. Etc.

Deste modo, todo estudante gnóstico deve trabalhar com pelo menos um tipo de concentração no coração durante o dia. O despertar pleno do chacra cardíaco, porém, somente é possível quando a Kundalini atinge as alturas do coração, na coluna vertebral. Isso é o que ensinamos neste curso e é plenamente atingível através do trabalho intenso com os Três fatores de Revolução da Consciência.

Mas, como é dever de todo estudante gnóstico trabalhar com a intenção de tornar o coração sede de nós mesmos, surge a proposta de se fazer pelo menos uma concentração no coração durante o dia. Sugerimos aqui a prática do Mantram “O” com Concentração no Coração. Sentados confortavelmente, ligeiramente relaxados, passamos a entoar vibrantemente a vogal “o”, alongando-a assim: ooooooooooooooooooooooooooooooooooo. Devemos levar a vibração até o mais profundo de nosso coração tranqüilo. Devemos ainda imaginar, e não nos olvidemos que imaginar é ver, um disco solar girando como os ponteiros de um relógio visto o ser humano de frente, ali mesmo, nas profundezas do coração.

O estudante gnóstico deve implementar uma disciplina rígida, pois nestes assuntos esotéricos nada é conseguido assim facilmente. Para tudo neste campo do esoterismos devemos empunhar a Tenacidade e a Paciência. Devemos realizar esta prática todos os dias.

 

Boas Práticas!

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