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A ELIMINAÇÃO DO EU PSICOLÓGICO – O PRIMEIRO FATOR DE REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCI: A MORTE

23 de junho de 2019 - Sala de Práticas

TÉCNICA MILENAR BUDISTA/GNÓSTICA PARA ELIMINAR OS DEFEITOS PSICOLÓGICOS
(COMO REALIZAR UMA PROFUNDA LIMPEZA INTERIOR – REFORMA ÍNTIMA – MUDANÇA RADICAL)

Este método produz resultados significativos, bastando apenas que se o ponha em prática. Porém, não é como um remédio, que se o toma e fica esperando os resultados. Não. Trata-se de um método ativo de autoanálise e autolimpeza interior.
Nosso mundo interior nos pertence; podemos manipulá-lo, mas não o fazemos, pois não nos ensinaram até hoje como fazê-lo. É um assunto que não nos ensinaram na escola. Porém, essa é uma deficiência meramente cultural. A técnica existe há muito tempo. Em síntese é um método que trabalha apenas com os estados interiores presentes. Afinal, não há por que sofrer pelo que já passou. Da mesma maneira igualmente, tampouco há por que sofrer pelas coisas do presente, sobretudo quando se trata de estados psíquicos, sentimentos negativos e pensamentos em círculo vicioso. Os eventos exteriores não trazem consigo os estados interiores. Somos nós que mecanicamente, de maneira subconsciente, nos acostumamos a reacionar desta ou daquela forma ante os eventos. Mas isso pode e deve se tornar algo consciente, para depois, então, poder ser manipulado. Os eventos exteriores muitas vezes acontecem sem que tenhamos qualquer poder em mudá-los; porém, nosso interior é a única parte do cosmos onde somente nós mesmos temos o poder e a primazia para controlar e mudar, bastando que não nos omitamos desta responsabilidade e saibamos como fazê-lo. A técnica deve ser aplicada a todos os estados interiores desagradáveis e aos quais queiramos nos livrar em virtude de havermos nos conscientizado de suas irrelevâncias, que tenhamos identificado em nosso mundo interior no momento presente.
Resumidamente, a técnica requer que centremos nossas ações diretamente no estado interior equivocado que esteja se manifestando neste exato momento (aquele mesmo que nos causa o desconforto), e à sua menor presença, eliminá-lo rapidamente; o que fará com que a mente leve um choque e mude sua maneira costumeira de reagir ao evento exterior que a estimulou, aquietando-se. A mente é a origem, como fonte de valores, e ao mesmo tempo alimento de tais estados interiores equivocados desagradáveis.
Em primeiro lugar, não obstante, para que esta milenar técnica aqui exposta obtenha seus resultados, é necessário que conheçamos o estado interior primogênito de paz, prazer e felicidade de estarmos bem relacionados conosco mesmos. Este é o estado interior desde o qual será possível se observar as atuações dos estados interiores equivocados e que também, após algum labor, substituirá o anterior dissabor. O estado interior equilibrado ao qual nos referimos acima não é difícil de ser aprendido. Conscientizamo-nos dele diretamente via experiência própria. Trata-se de uma prática milenar e muito comum. Porém, por estar ligada à certa corrente oriental de conhecimento, isso pode vir a gerar, não obstante, controvérsias dogmáticas; mas aqui não nos interessamos por polêmicas… Vislumbramos apenas resultados: o alívio dos estados interiores sufocantes, o que gerará bem-estar, prazer e felicidade; bem como a melhoria do nível intelectual e moral da humanidade. Refiro-me à prática da Meditação Transcendental diária, fundamental para que venhamos a conhecer o estado interior primogênito equilibrado e libertador da Consciência Pura. Durante a prática da meditação somos levados a nos colocar na posição de observadores ativos de nós mesmos; deste modo, logo a mente se cala e o resultado disso é um estado interior agradável e harmonioso de consciência ampla e alerta. Portanto, é esse estado interior que buscaremos manter quando as manifestações de qualquer defeito psicológico conhecido e indesejável for percebido, como, por exemplo, os ‘sabores’ psicológicos típicos da timidez, entre outros tantos desconfortos interior, alguns bastante sufocantes.
Após e concomitantemente, não obstante, ao primeiro passo; ou seja, após conhecer minimamente o estado interior de paz, prazer e felicidade de se estar bem relacionado consigo mesmo, mediante a prática diária da meditação, o próximo passo é aprender a técnica de fazer com que este estado substitua o anterior dissabor. Essa é a parte mais difícil do método. Porém, nada que uma técnica precisa e eficiente não seja capaz de prover e a repetição do ato não seja capaz de fazer estabelecer como prática habitual constante, exigindo-se apenas o mínimo de continuidade de propósitos, para que os primeiros resultados possam ser percebidos, aí, então, eles falarão por si. É assim que se tornará possível moldar a alma conscientemente, reconstruindo aquilo que outrora construímos inconscientemente. Trata-se de uma mudança de dentro para fora. Evidentemente o que se efetiva com esse método é a eliminação de tais criações mentais equivocadas e subconscientes, proporcionando à consciência límpida a análise do evento exterior, agora menos condicionada pelo elemento psíquico gerador do desconforto, o que possibilitará, consequentemente, a retificação da ação anteriormente mecanizada. Tudo isso somente será possível, mediante a manutenção do estado interior primogênito de harmonia interior, ou seja, esse estado interior onde o coração tranquilo é a “Alavanca de Arquimedes” e a consciência permanece ativa e operante. Em outras palavras, tudo que nos urge fazer, é mantermo-nos em estado de bem-aventurança.
Portanto, já dissemos que a eliminação dos dissabores interiores gerados por nossos desvios psicológicos, dar-se-á no exato momento do princípio de suas manifestações desagradáveis. Ou seja, quando começamos a perceber os primeiros sintomas dos dissabores interiores, operacionalizamos a eliminação do defeito, até que seus ‘sabores’ não sejam mais percebidos. Para que tudo isso seja possível, porém, é imprescindível que tenhamos permanecido na postura de observadores de nós mesmos, tal qual fazemos no início de nossas práticas diárias de Meditação. A consciência pura e silenciosa consegue perceber as manifestações mecanicistas subconscientes que afloram, ao mesmo em que percebe os sentidos, a mente, a vontade, os sentimentos, etc que ministramos às nossas ações conscientes. O segredo é o silêncio interior. O simples fato de nos colocarmos na posição de observadores do defeito, sem obviamente nos esquecermos de nos posicionarmos adequadamente e conscientemente ante o evento exterior da vida, fará com que a consciência se amplie e a mente seja obrigada a aquietar-se, desde já levando um choque, vindo a não se identificar mais nem com a tagarelice interior massante, tampouco com o estado interior equivocado, ao qual ela estava acostumada a admitir como se nós mesmos fosse, o que de modo algum mostra-se verdadeiro. A divisão entre observador e observado, onde a Consciência é a observadora do defeito psicológico, o observado, tornar-se-á em pouco tempo inteiramente natural, ocasião em que nos separaremos do defeito que nos é necessário eliminar de nosso mundo interior. Ou seja, nós somos a consciência silenciosa que tudo percebe, plena e harmoniosa; aquele algo luminoso que aprende por si mesmo, que nasceu conosco e nos trouxe até aqui. Nossos defeitos são mecanizações, valores subconscientes agregados desde o nascimento, sabores psíquicos desagradáveis, criações equivocadas, que merecem ser eliminados de nosso mundo interior, ocasião em que nossa personalidade se emancipará, tornando-se disponível para ser usada conscientemente pela Consciência Pura. Hoje em dia vivemos, infelizmente, em condição oposta, ou seja, somos manipulados e induzidos pela personalidade automatizada por nossos valores, hábitos arraigados e condicionamentos diversos equivocados e subconscientes, e isso precisa mudar, se é que em verdade queremos deixar de ser vítimas das circunstâncias. Portanto, somente quando na condição de observadores de nós mesmos, seremos capazes de perceber as primeiras manifestações dos defeitos psicológicos que queremos eliminar de nossa psique.
A sede destas incorreções valorativas que linhas acima mencionamos, é em última instância a mente. E bem sabemos que a mente é um indolente cavalo indômito, que precisa, para o bem de nossa mudança interior profunda, ser domada, a fim de que a identificação dos defeitos psicológicos com a mente não mais nos prejudique, impossibilitando a auto-observação. Ou seja, quando a mente se identifica com o defeito que queremos eliminar de nossa psique, ficamos incapacitados de operar sua eliminação, ocasião em que a mente passa a servir ao defeito. A mudança interior profunda e radical aqui proposta é, não obstante, factível e prazerosa, pois visa a nos manter no estado de harmonia interior, que por si só é prazerosíssimo, cuja sede é o coração tranquilo e não mais a mente. Urge-nos controlar a mente. E isso não é simplesmente uma questão de força. Trata-se na verdade de uma questão de equilíbrio perfeito entre o ativo e o passivo de nós mesmos. Durante as práticas de meditação tudo isso tornar-se-á muito claro. Daí a importância de seguirmos com nossas práticas diárias de meditação, mesmo após havermos compreendido a postura inicial de observadores de nós mesmos. A meditação é uma disciplina que educa a mente. A mente, não obstante, relutará em ser domada, pois está muito acostumada a ser a sede e a admitir o defeito, justificando-o, de tal maneira que a reconquista de nossa mente, custar-nos-á algum esforço, mas com a prática diária e constante, o sistema vai se estabelecendo e os resultados vão aparecendo. Portanto, a mente relutará, tagarelará com maior intensidade ao se ver em ‘perigo’ de ser controlada pela Consciência; mas venceremos baseados na conquista do equilíbrio perfeito entre passivo e ativo em nós mesmos.
Porém, os agregados psíquicos indesejáveis não se manifestam apenas na mente. Os defeitos psicológicos, na verdade, pensam, sentem e agem por nós. Isso é o que constatamos quando nos auto-observamos desde a Consciência Pura. Portanto, temos que dar especial atenção ao observado nesses três centros de expressão, a fim de compreendermos o defeito como um todo. O que acontece é que eliminamos um pensamento negativo e nos esquecemos que junto a ele havia um sentimento relacionado e também um desejo. Precisamos eliminar a manifestação egoica por completo desde os três centros de comando: mente, sentimento e vontades. Os dissabores, deste modo, vão diminuindo pouco a pouco, até chegar o momento que não mais nos desviam. Em seguida, não mais nos incomodam. Pouco depois, não mais o percebemos.
Para finalizar, resta descrever como se procede a eliminação do defeito psicológico na prática efetivamente. Essa é a última parte do método, sem a qual os resultados não se farão visíveis. Desde modo, logo após nos separarmos do defeito, na condição de observadores, não é prudente que fiquemos ali sofrendo suas consequências desagradáveis, enquanto o observamos. Mesmo porquê tais criações abismais carregam em si grande poder hipnótico, não sendo aconselhável abrir-lhe o ensejo para que nos controle. Não. Devemos de imediato fazer sumir de nossas percepções interiores, mediante a imaginação e a vontade, todas as manifestações na mente, sentimento e desejos relacionados àquele defeito psicológico, mantendo o estado interior anterior agradável de bem-aventurança, e, se necessário for, e pela minha prática pessoal digo que necessário quase sempre será, fazer uma simples súplica à nossa Consciência Pura, Livre e Luminosa com certa firmeza e convicção para que ela ‘elimine este estado interior indesejável’, fazendo, deste modo, o estado interior indesejável desaparecer. A Consciência Pura é uma instância superior à mente. Por isso não é aconselhável, quando se trata de mudança interior, criar novos hábitos para combater antigos, pois isso não faz com que os defeitos anteriores deixem de existir, mas apenas cria-se mais elementos, relegando aos defeitos anteriores o status de elementos tentadores, prontos para se avolumar dentro de nós quando menos esperamos. O método da Eliminação aqui exposto, porém, é diferente, pois faz com que as manifestações sejam eliminadas pouco a pouco, enfraquecendo-se-as. A Consciência Pura, sobrepondo-se ao defeito, retifica aquela parte dela mesma distorcida por nossa criação equivocada subconsciente, vindo a ampliar a quantidade de Consciência Pura. Confiemos nos poderes de nossa própria alma virginal eterna, pois todos aqueles que colocaram em prática e atingiram certa desenvoltura no método, relatam a veracidade da diminuição da força de atuação dos defeitos psicológicos, sentindo grande bem-estar duradouro.
Mas é interessante ressaltar: “a natureza não dá saltos”. Mudanças definitivas na qualidade da alma, tal qual a aqui proposta, sempre se processam progressivamente, lentamente, mas de forma definitiva. Sendo assim, sabemos que é preciso determinação, comprometimento e continuidade de propósitos para que tudo na vida dê resultados duradouros e esse método de eliminação dos defeitos psicológicos não é uma exceção.
A grande chave para o sucesso definitivo na aplicação do método é a eliminação dos pequenos detalhes. Trata-se de pequenas manifestações, as quais nem damos importância, mas que são, não obstante, o alimento do grande defeito. E, assim, ao eliminarmos muitas e muitas pequenas manifestações fracas, as grandes manifestações do defeito, aquelas que normalmente tem grande poder hipnótico sobre nós, impossibilitando-nos de qualquer reação, vão diminuindo pouco a pouco de intensidade, até deixarem de ser perigosas, vindo a desaparecer completamente. Portanto, devemos permanecer vigilantes em tempo integral, centrados no estado de perfeito equilíbrio e harmonia, realizando nossas tarefas do dia conscientemente, e ao notarmos qualquer alteração neste estado de bem-aventurança, desde já aplicarmos a eliminação do desvio intruso, retornando rapidamente ao estado anterior de autocontrole e prazer de estarmos bem relacionados conosco mesmos, enfim, em paz interior. Esse pequeno trabalho diário e constante fará com que todo o contingente de desvios vá perdendo forças e desapareça lenta, mas definitivamente de nosso paraíso interior.
Note que o estado primogênito de graça, não obstante, também é algo que vai sendo gradativamente aprendido e aprofundado, à medida que avançamos nas práticas diárias de concentração no silêncio interior profundo, ou seja, na Meditação. Temos que ressaltar, ainda, que a eliminação dos agregados psíquicos, que faz com que a consciência se amplie. Deste modo, ao meditarmos diariamente e eliminarmos nossos defeitos psicológicos vamos, respectivamente, despertando e ampliando a Consciência Pura, tornando-a cada vez mais lúcida.
A súplica a que me referi linhas acima, não é nenhum Pai-Nosso ou uma Ave-Maria. Tiremos, de uma vez por todas, todos os traumas, preconceitos e sejamos práticos. Trata-se uma simples súplica para dar mais força, seriedade e respeito ao intento. Trata-se de uma petição interna, uma ordem, nada mais, feita da seguinte forma para que a nossa Consciência (aquela que observa e detêm as graças da felicidade, prazer e paz) possa se sobrepor à mente, e voltar a controlá-la: “Consciência Pura, elimina de mim este defeito!”. E em seguida fazemos o que já explicamos aqui: retornamos àquele estado de mente tranquila à nossa disposição; estado de agradável liberdade; vivência do aqui e agora em percepção plena; estado de sutil felicidade que vivenciamos durante nossas Meditações diárias e que agora buscamos transpor para todo dia o dia todo; ocasião em que nossa mente tagarela se cala submetendo-se ao controle da Consciência Pura Ativa, em uníssono à imensidão do coração tranquilo, que em perfeito equilíbrio ativo/passivo passa a ser a sede de nossas criações, reflexões, ou qualquer outra coisa que nos tenhamos proposto fazer. O ato da eliminação do defeito psicológico deve ser certeiro, rápido e objetivo.
Neste pequeno texto há muita informação. Por isso, leiam; releiam. Pesquisem. Tirem suas dúvidas. Coloquem em prática e obtenham os resultados. Trata-se de uma técnica milenar consagrada, que merece atenção especial, pois todo o conjunto dos Ensinamentos de onde ela foi retirada tem o intuito de proporcionar a superação da condição humana e a bem-aventurança duradoura. E pode vir a ser o ponto de partida para novos e brilhantes caminhos para vós, com o potencial de fazer com que vossas vidas mudem para sempre.

2 opiniões sobre “A ELIMINAÇÃO DO EU PSICOLÓGICO – O PRIMEIRO FATOR DE REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCI: A MORTE

Paulo Acácio Castro Braga

Acabei de começar e já estou aprendendo muito.

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ranna

que site incrivel

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