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22 – Sexologia – Parte 1

1 de março de 2016 - Fase A
22 –  Sexologia  –  Parte 1

Tema nº. 22 –  (parte 1) – Sexologia.

 

A energia sexual no ser humano tem duas funções principais: a geração e a regeneração. Nós os gnósticos nos ocupamos principalmente com o poder ‘regenerativo‘ da energia sexual.

O sexualidade é uma força muito poderosa dentro de uma sociedade. Como bem constatou Sigmund Freud “ o sexo em si é o centro de atividade de todas as atividades humanas“. Em volta do sexo giram todos os aspectos sociais da vida. Vejamos, por exemplo, um baile, uma festa, em volta do sexo gira toda ela. Num café gira tudo ao redor do sexo. Etc.

A questão sexual tem sido causa de problemas para muitos e, no geral, para cada individuo em particular é ela quem pauta o trilho da caminhada da vida. Enfim, essa questão do amor e do sexo é um dilema. Muitos são escravos das potentes forças sexuais, mas muito poucos as compreendem.

Durante os últimos períodos da história o sexo ora foi considerado como tabu, ora com leviandade. Ora desprezado; ora saciado vorazmente. Quando na verdade o sexo deveria ser a questão chave para a evolução da sociedade. A saber: o sexo é o portal que tanto nos pode conduzir para cima, como para baixo.

O sexo está no fundo de todas as religiões do mundo. Sexo e religiosidade não se devem separar é verdade, mas não obstante não devem ser conflitantes, limitantes ou castrantes; tampouco perversão, bacanal…

Toda a questão reside na maneira como cada qual vivencia o sexo. Podemos dizer que o homem é o resultado das mudanças da sua própria energia sexual, ou energia criadora. Essa energia é muito poderosa, nobre e sutil. A mais poderosa e sutil que possuímos.

Falando sem rodeios, diremos que o deleite é sim um prazer legítimo do ser humano, porém, não obstante, os devotos devem ser castos. Parece contraditório, não é!? De fato, não é… Houve um segredo, um modus operand, que esteve velado para o vulgo por séculos e séculos, mas que agora com o advento da Era de Aquário podemos desvelá-lo. Esse é o ponto de equilíbrio, a razão, a base da Realização Íntima do Ser… Neste capítulo entenderão a fundo toda esta questão sexual e, então, tornar-se-á claro aquilo que um dia foi incompreensível.

Podemos dividir a sexualidade em três níveis: INFRA-SEXO, SEXO NORMAL e SUPRA-SEXO. Nesta primeira parte, trataremos das duas primeiras.

 

Infra-sexualidade

 

Por sua vez a infra-sexualidade é subdividida em dois extremos. São eles: aqueles que abusam do sexo e aqueles que rechaçam o sexo. Usando terminologia esotérica diremos que à esfera de Nahemah pertencem os fornicários; aqueles que abusam do sexo; as prostitutas; os sedutores, Casanovas, Dom Juans, Gurus que seduzem suas devotas dizendo que vão praticar magia sexual com elas, quando apenas trata-se de questão de satisfação de desejos; as paixões fatais; etc, etc, etc.

À esfera de Lilit pertencem os homosexuais; os masturbadores; os estupradores; aqueles que odeiam o sexo oposto; os castradores (aqueles que cometem pecados contra a natureza); as mulheres que tomam anticoncepcionais, além de quem as incentiva, ou incentiva as esterilizações e castrações etc.; os celibatários, etc. Todos estes estão indo contra a natureza da ‘Mãe Divina‘ e terão que inevitavelmente passar pela fatal ‘morte segunda’ (veja-se lição as Infradimensões), a menos que se corrijam, adentrando na esfera luminosa da supra-sexualidade.

Aqui não vamos falar de homofobia ou de preconceito, estamos falando de fatos. E fato é que aqueles que quiserem praticar magia sexual (o segundo fator – nascer) terão que eliminar de suas psiques todos os eus relacionados ao homossexualismo e ao celibatarismo e passarem a gostar, naturalmente, do sexo oposto, pois somente é possível despertar positivamente Nossa Serpente Sagrada, Divina Mãe Kundalini, quando nossos corpos, mentes e almas estiverem com suas polaridades equilibradas.

Nahemah é a “MÃE dos ADULTÉRIOS”

Lilit é a “MÃE dos ABORTOS”

Na esfera de Nahemah estão os eus da vaidade, do orgulho, da fornicação; os festins, as bebedeiras, as orgias, as belezas que inebriam, as virgens sedutoras, as bigamias, os adultérios. Por fim o mais autentico Luciferismo do “faça o que tu queres pois é tudo da lei”.

Na de Lilit, está o simples descontentamento com o Sexo; o ódio ao Sexo; por fim estão também os crimes mais bárbaros que estampam as crônicas policiais: estupros, lavagem de honra com sangue, infanticídios, etc.

Notem: não estamos aqui para julgar ninguém. Estamos enumerando estes defeitos psicológicos, para que cada neófito encontre dentro de si mesmos estes eus infra-humanos e bestiais, com o claro propósito de os eliminar de suas psiques.

Interessantíssimo salientar, que quando começamos a nos auto-observar com mente quieta, percebemos dentro de nós mesmos defeitos insuspeitos. Traços psicológicos inimagináveis. Portanto, não é hora de nos julgarmos santos, mas de sim de nos vermos tal qual somos e nos purificarmos até o ‘zero radical’. Auto-observem-se, portanto.

 

Sexualidade Normal

 

Ao falarmos a respeito da sexualidade normal precisamos, primeiramente, dar algumas explicações sobre as bases das relações dos casais em geral e os motivos dos adultérios; para depois conceituá-la.

O ser humano, como dissemos em lições anteriores, é animado por cinco tipos de energias distintas, cujas sedes são vórtices de energia. Os cinco centros da máquina humana são, portanto: o sexual, o instintivo, o motor , o emocional e o intelectual. Deste modo, podemos dizer que cada pessoa, homem ou mulher, tem cada um destes centros girando em sentidos e velocidades distintas, ou melhor diremos, todos nós possuímos desequilibrados em maior ou menor grau e para um ou outro lado cada um dos nossos centros.

Assim, se encontrar duas pessoas que pensem à semelhança e na mesma velocidade é difícil, pergunto: quanto difícil seria encontrar pessoas com os cinco centros acordes? Creio que já devem ter notado aonde queremos chegar…

Queridos amigos, a maioria dos casais não se complementam nos cincos centros. Assim, alguns se complementam no mundo sexual e instintivo, mas não nos centros motor, emocional e intelectual; outros se complementam no mundo intelectual, mas não no instintivo e assim por diante. Essa é infelizmente a segunda principal causa dos descontentamentos e dos posteriores adultérios. A principal causa dos divórcios, não obstante, são os efeitos do abuso do sexo, nada mais.

Por outro lado, quero dizer que a complementação dos cincos centros formam casais relativamente felizes, porém com a condição de que seus temperamentos também sejam acordes… como podemos perceber no mundo das relações mecânicas não é fácil encontrar casais que se complementem…

Deixemos esses assuntos por aqui. Não vamos nos aprofundar nesta questão dos temperamentos, tampouco falaremos mais na velocidade dos cinco centros. Daremos, agora, ênfase às paixões e ao desejo que são problemas fundamentais na busca pela felicidade, verdade e amor.

Deixemos bem claro, mas uma vez, que estamos nos referindo à sexualidade normal. Isso é, ao relacionamento das pessoas comuns e correntes, ou seja, aquelas pessoas que não tomaram a rédea de suas vidas e continuam vítimas das circunstâncias; aqueles que não iniciaram um trabalho sério sobre si mesmos e que não buscam a eliminação de seus defeitos psicológicos, tampouco a verdade custe o que custar.

Muitos e muitos erros de precipitação na escolha dos pares acontece por conta da ação do desejo e da paixão.

A força do desejo é um fenômeno normal em todos os seres humanos, porém o erro é deixar ele tomar as decisões. O desejo não é sábio. Ele simplesmente está ali, porque é uma força da natureza. Inegavelmente essa poderosa energia deve ser, no entanto, domada para um uso sábio. A força instintiva de atração entre machos e fêmeas é grande, mas não é incontrolável. Os casais que se deixam levar pelo desejo sexual, a mais potente forma de desejo, sem conviverem antes o bastante para saberem se as partes se complementam nos cinco centros e nos temperamentos, tendem a cometer erros que de per si produzem dor. O desejo é representado pela fome que não se extingue jamais ou pelo cão próximo a uma fêmea no cio separados por um portão. Para o cão, nestes instantes, aquela é o par ideal sem dúvida nenhuma. O mesmo acontece com os humanos que se deixam levar pelo desejo.

O desejo no sábio se transforma em pura Potência, a qual pode ser igualmente representada como um cão enorme, porém totalmente domado e a serviço de seu dono; na grande maioria do tempo fica sentado calmamente, esperando a voz de comando… Lúcifer é o portador da luz; necessitamos aprender a tomar de assalto a tocha das mãos dele, para que possamos nos tornar Iluminados… Deste modo, os relacionamentos mais completos, dentro do mundo da sexualidade normal, são aqueles cujos pares não limitam suas relações ao campo do desejo, ou seja, são aquelas relações que transcendem o instintivo e o sexual e atingem um relativo domínio no mundo dos movimentos, das emoções e dos pensamentos.

Hoje em dia, muito infelizmente, temos em grande difusão o material pornográfico, que por si só, tende a limitar os relacionamentos apenas ao mundo sensual, o que tolhe a compreensão das pessoas comuns ante à complexidade e amplitude dos relacionamentos entre homem e mulher.

As paixões, outra grave pedra de tropeço para a concretização de um harmônico relacionamento, são criações mentais que levam a pessoa a tirar seu centro de gravidade de dentro dela mesma, para pousar no outro. Não raro, o apaixonado inventa sua própria paixão, embora a principal característica da paixão seja a de limitar a observação dos reais traços do indivíduo à valores mentais preestabelecidos pela própria personalidade do apaixonado. E este sofre antes de consumar a paixão, por ficar desmagnetizado, devido precisamente a gastar muita energia criadora inutilmente; sofre durante, por que os atos da pessoa não são exatamente os quais ela gostaria que fossem; e depois da paixão, pelo desencanto. E logo suas próprias carências afetivas vão inventar outro par ideal ou simplesmente supervalorizar pontos da personalidade de outro.

Apenas uma pequena reflexão: Se uma pessoa não conhece nem a si mesmo, como poderá saber o que a complementa, aquilo que a faria feliz de verdade?

O amor verdadeiro transcende muito as fronteiras da personalidade e da mente.

Nos informaram que o inevitável carma daqueles que vivem de paixão em paixão é nascer com sua máquina despolarizada, ou seja, nasce um invertido em suas últimas existências.

Muitos e muitos casais adquirem matrimônio de maneira precipitada por causa do desejo ou da paixão e sofrem e fazem sofrer.

Alguns chegam a dizer que perderam sua individualidade, simplesmente porque seus pares não se completam e acabam por travar verdadeiras batalhas muitas vezes em pontos inconciliáveis, seja mental, emocional ou como conseqüências de graves defeitos psicológicos recorrentes, que nem um nem outro querem eliminar. O fato é que nestes casos os centros são apenas incompatíveis e as pessoas imperfeitas.

Porém, esse compreensível estado interior é equivocado e negativo. Ele é fruto da ignorância e da ilusão. Daí, não obstante, tiramos uma questão importante: como pode alguém dizer que perdeu sua individualidade se o ser humano atual não tem individualidade alguma?

De maneira que os egos são a desordem, o equívoco, os valores mil; eles são multiplicidade absoluta; conflitantes muitas vezes dentro de nós mesmos. Observem, pois, o que amiúde nos ocorre: ora queremos uma coisa, depois não mais a queremos; ora pensamos assim, ora é o oposto que nos convém; ora juramos de pés juntos amor eterno a Amélia, na semana seguinte amamos já a Teresa. Etc.

Deste modo, o que realmente vale a pena no acima dito é que nos auto-observemos a fundo com o propósito de nos auto-descobrirmos e em seguida eliminemos nossos infinitos defeitos psicológicos, pois esses sim, são as verdadeiras causas dos nossos sofrimentos.

Como vimos, o casamento sem a complementação dos cinco centros por si só gera muitos problemas. E os desejos e as paixões são armadilhas que nos aguardam em cada esquina…

Infelizmente, hoje em dia, muitos casais se unem apenas para terem um lugar seguro para satisfazerem seus desejos; para consumarem o ato, sem que para isso tenham se conhecido o mínimo necessário. Também pudera, com os meios de comunicação em geral veiculando incessantemente que devemos ser escravos dos desejos, juntando-se a isso a quantidade enorme de material sensual e pornográfico distribuído pelos quatro cantos, as pessoas em massa tendem a limitar as relações ao instintivo-sexual, conforme já explicamos.

A conseqüência inevitável do casamento baseado na pura e simples consumação dos desejos passa pela questão dos efeitos do abuso do sexo.

O que vamos explicar é uma questão meramente do mundo dos fenômenos, porém, se mal compreendido, pode nos levar a mais sofrimentos.

Fisicamente dois corpos quando se excitam demasiadamente ficam hipersensíveis e acabam por criar uma sensação de estresse, que culmina com a aversão. Hoje em dia nos querem fazer acreditar que tudo em excesso é bom, mas insisto em dizer que o equilíbrio é sempre melhor. Desta maneira, a “pausa magnética criadora” é fundamental para o equilíbrio sexual do casal. (Falamos a respeito disso na lição 19)

Mas, o vulgo que simplesmente abusa do sexo, acrescendo-se o triste fato das consequências das constantes enormes perdas de energia ao se deixar atingir o orgasmo e ejacular o sêmen, ao não querer se dar conta desta pausa mínima necessária entre uma cópula e outra, e insiste em efetuar nova cópula sem as condições perfeitamente adequadas, mesmo tendendo a rechaçar o sexo oposto por alguns instantes, pois essa é umas das indesejáveis consequências do derrame seminal, e força o organismo, por causa da atuação de qualquer tipo de ego, acaba por criar, como simples consequência energética destes fatos, uma atmosfera belicosa e explosiva na atmosfera do casal, o que gerará futuras brigas, apatias, aversões e impotências.

É bastante normal hoje em dia, para infelicidade geral, que os casais em desequilíbrios deste tipo, procurem o auxilio dos métodos da sexologia moderna, que normalmente são de polarização infra-sexual, e acabem por iniciar, infelizmente, sua senda no caminho da infra-sexualidade em definitivo. Aliás, esse é o caminho natural daqueles que estão hoje em dia no mundo da sexualidade normal, pois ao longo da mecanicidade das existências o organismo fatalmente se degenerará, fazendo com que problemas, (para mais ou para menos) inevitavelmente apareçam.

Todas estas questões relacionadas aos relacionamentos parecem ser incompreensíveis para o vulgo. Muito poucos os percebem. E é justamente neste ponto que estamos prontos para ingressar no CAMINHO da SUPRA-SEXUALIDADE com seu “Matrimônio Perfeito”. Antes, no entanto, vamos cumprir nossa promessa e definirmos a sexualidade normal. Sexualidade normal pode ser definida como a união sexual sem nenhum tipo de conflito, sem trava, medos ou exageros. Para tentar deixar mais claro, no entanto, esse assunto, vamos reproduzir um trecho de uma palestra do V.M. Samael Aun Weor:

“O que se entende por sexualidade normal? Entende-se por sexualidade normal, a atividade sexual que conduz, então, à reprodução da espécie…

 … A sexualidade normal, em si, é bonita. Une-se o homem à própria mulher, amam-se, reproduzem a sua espécie, vivem uma vida mesurada, etc. Vivem, isso sim, de acordo com os interesses da natureza, de acordo com a economia da natureza.

      (Cada um de nós, somos uma maquininha – e isso não podemos negar – que capta determinadas espécies e subespécies de energia cósmica. Cada maquininha, ou seja, cada um de nós, depois de captar essas classes de energia cósmica ou universal, transforma tais energias automaticamente, subconscientemente e as retransmite às capas interiores da terra. Assim, pois, a Terra é um organismo vivo, um organismo que vive de nós.

      Não pretendo dizer-lhes com isso que as plantas não cumpram igual função; é claro que cada planta, segundo à espécie, capta tais ou quais classes de vibração cósmica, que depois transforma e retransmite às capas interiores da terra.

      Com relação aos organismos dos animais, acontece a mesma coisa. Eles captam tais ou quais classes de energias que transformam e retransmitem às capas interiores do organismo planetário. Em conclusão, a Terra é um organismo vivo.)

      Nós nos reproduzimos incessantemente com a sexualidade normal, isso é necessário para a economia da natureza. Além disso, o desfrute sexual é um desfrute legítimo do ser humano, não é um crime, não é um delito como supõem muitos insensatos, muitos mentecaptos, muitos pietistas, etc. Porém, hoje por hoje, nós com a nossa sexualidade normal vivemos de acordo com os interesses econômicos da natureza.” (até aqui as palavras do V.M. Samael)

Para sermos um pouco mais severos com os significados dos conceitos, diremos que sexo normal hoje em dia quase não existe entre os seres humanos. Essa beleza e singeleza do sexo normal, infelizmente, fatalmente se perdeu há muito tempo.

(continua…)

3 opiniões sobre “22 – Sexologia – Parte 1

Mateus

Estava muito interessante, até vir falar mal da homossexualidade.(Que inclusive vocês escreveram errado, citaram o termo ‘homossexualismo’ e sabemos que usa-se esse termo para referir a alguma doença.
Nota zero para vocês. Nunca imaginei que a Gnose fosse proporcionar essa triste leitura.
Mais pessoas precisam saber disso.

Resposta
    paola

    Infelizmente a verdade jamais agrafará a todos, e esse fator de trabalho na nona esfera é tão importante e básico na gnose que o teu comentário é que acabou sendo nota zero… Porque comentastes como se conhecesse algo da gnose que obviamente não conhece, porque saberia certamente deste pilar básico. A gnose não é reconfortante. pelo contrário. Mas como tudo na vida, algumas pessoas compreendem e outras preferem rechaçar. Como o autor do texto disse, são fatos dentro da doutrina. Paz inverencial.

    Resposta
fabio

Me abriu a mente de forma que não posso nem explicar, muito obrigado

Resposta

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