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29 – Técnica para Dissolver o Eu. (Os detalhes e a MORTE em MARCHA)

25 de fevereiro de 2016 - Fase A

Tema nº. 29 –   Técnica para Dissolver o Eu. (Os detalhes e a MORTE em MARCHA)

29-1

Comparemos o ego a uma grande árvore.

O imenso corpo do ego pode ser identificado com os troncos juntando-se a eles a copa com suas folhas. Esse corpo imenso é como a soma de todos os egos, ou seja, aquilo que nós chamamos de nós mesmos, aquilo que nos cabe, etc. Esse corpo é legião; são a soma de todos os nossos desvios de consciência desconectos da verdade do Pai. São os Demônios Vermelhos de Seth. São os pecados capitais. São os agregados psicológicos dos budistas. Etc. Etc. Etc.

As raízes desta árvore, embora seja sua parte invisível, são as que servem para alimentá-la e é, não obstante, tão grande quanto a sua parte visível. As raízes, normalmente escondidas abaixo da terra, também têm seus ramos principais, que servem para levar o alimento ao tronco.

Grande importância têm as pequenas ramificações, às quais são incumbidas de retirar da terra o precioso alimento essencial para a vida. Deste modo, as pequenas ramificações são a parte fundamental para a alimentação de toda a árvore.

Neste nosso jogo de comparações, compará-la-emos aos pequenos agregados psíquicos, muitas vezes nem notados por nós, e quando notados não damos a menor importância a eles. Achamos que são coisas inofensivas. Mas sim, as pequenas manifestações dos eus são potencialmente danosas; eles são perceptíveis exteriormente em nossos gestos e trejeitos, intenções, mal-humores, pequenos pensamentos maliciosos etc.

Na verdade, são esses pequenos agregados psíquicos que servem de alimento para todo o ego.

Se intentássemos cortar a árvore de uma só vez, porém mantendo suas raízes, ela brotaria de novo e algum tempo depois a árvore estaria inteiramente a nossa vista, viva e viçosa. A isso que o Mestre Samael se refere, quando diz que ‘o caçador que intenta pegar todos os coelhos de uma vez só, acaba não pegando nenhum.’

Na eliminação desses pequenos agregados, dos quais normalmente não nos damos conta, reside todo o sucesso da empreitada.

Essa é a GRANDE OBRA citada nos textos sagrados. A luta de Davi contra Golias. A batalha de Buda contra os mil soldados. A eliminação do ego, que representa os noventa e sete por cento de consciência engarrafada por ele mesmo, pelos três por cento de essência livre. São bilhões de pequenas manifestações.

 

3% de Essência Livre

X

97% Egos engarrafando a Essência

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A GRANDE BATALHA

 

Porém, como nos dar conta destas pequenas manifestações? Como eliminar esses milhões, bilhões de agregados psíquicos inumanos e bestiais que caracterizam o mim mesmo?

Em primeiro lugar urge dizer que a prática da auto-observação, seguida de morte em marcha, ou seja, a petição consciente para que o ego seja eliminado, juntamente com concentração e imaginação, de maneira rápida e certeira, seja de instante em instante, de momento em momento ao defeito que apareça; ao defeito, ainda que diminuto, se levante dentro do nosso mundo interior. Isso faz com que o ego pare de atuar e, assim sendo, faz com que o ego sofra um corte no abastecimento de alimentos. Segundo, é necessário muita força de vontade. E por último, que tenhamos a consciência suficientemente arrependida e cônscia de nossos pecados, a ponto de não querermos mais viver sob o domínio do ego.

O ego é escravidão.

A consciência, liberdade total.

Existe, ainda, mais algumas condições básicas para que a empreita dê resultados efetivos. Vamos a elas. Quero me referir à concentração naquilo que estivermos fazendo; à divisão da auto-observação aos três principais centros da máquina humana, ou seja, na mente, no coração e no instintivo-motor-sexual; bem como a observação, que a essa altura será silenciosa, aos sentidos.

Sem que empunhemos a vontade não será possível fazer com que a mente se cale, não nos esquecendo, obviamente, de que ela, a vontade, é uma das qualidades da própria alma, e portando deve ser dirigida por ela mesma.

“RECORDAÇÃO DE SI (a Essência é quem observa os eus)” – “SER OU NÃO SER?” – NÓS NÃO SOMOS O EGO, NÓS SOMOS A CONSCIÊNCIA LIVRE, GUIADOS PELA SABEDORIA DE DEUS (Intuição). (…é aqui que entram essas frases).

Isso tudo faz com que ao assomar um defeitinho mínimo, ele seja automaticamente captado pela Essência, através do sentido da auto-observação (o sexto sentido). É quando devemos peticionar com energia e segurança para que nossa Divina Mãe Kundalini desintegre esse pequeno eu indesejável. Nossa Divina Mãe Kundalini, Stella Maris dos Alquimistas, poder ígneo sagrado é potencialmente superior à mente e ao ego .É, portanto, a partícula do nosso Ser capacitada para reduzir a cinzas o frágil eu que se levantou. Assim, de pequenos em pequenos eus eliminados é possível se resgatar uma boa porcentagem de consciência, antes engarrafada por eles.

A petição à Nossa Divina Mãe não deve ser algo formal – um menino quando pede a sua mãe, não procura palavras bonitas. Deve ser simples e prática, com objetividade (‘de coração’, como se diz), pois no dia-a-dia, ocasião em que se assomam a maioria dos defeitos, não há tempo a perder com a ineficácia. A petição deve ser mais ou menos assim: “Mãe minha, desintegra-me esse defeito agora!” (assim, à militar…)

Com essa técnica todos os nossos defeitos vão sendo rebaixados, à medida que formos nos conscientizando deles e, é claro, à medida em que formos eliminando-os.

É muito importante para a harmonia do trabalho sobre nós mesmos que ‘saber’ e ‘ser’ se desenvolvam paralelamente. Assim, a morte em marcha é a única maneira conhecida para se fazer o Ser se desenvolver. Pois quanto mais morremos, mais próximos Dele estaremos.

Feito isso, o que diga-se de passagem não é fácil a primeiros instantes, atingimos vários resultados: o despertar da consciência de maneira natural; a morte do mim mesmo de maneira relevante; não cometermos erros por estarmos sonhando ou em um estado de espírito inadequado à situação, devido a atuação de algum eu; criar um CENTRO DE GRAVIDADE PERMANENTE, transferindo-o do ego, onde o temos hoje em dia, para a Essência; mover a balança do Karma; MUDANÇA RADICAL; equilibrar os centros da máquina humana, o que faz com que a qualidade de nossa energia sexual melhore consideravelmente, possibilitando-nos o despertar da Kundalini; deixarmos de ser vítimas das circunstâncias; passar nas provas pré-iniciáticas dadas pela Hierarquias Celestes.

Elucidamos que a CONTINUIDADE DE PROPÓSITOS, torna o êxito um fato.

O caminho esotérico não é algo de maneira nenhuma passivo. Boas Obras.

 

RECAPITULANDO:

 

– morte em marcha é a petição que se faz a toda vez que identificamos um eu em atuação em nosso interior, por menor que ele seja: um pensamento fora de hora; um pequeno desejar; um sentimento de repulsa diminuto; uma pequena manifestação luxuriosa muito pequena, em geral tudo tudo que não for a mais perfeita paz consciente em nosso interior.

– é através destas pequenas manifestações que o ego se alimento;

– leiam o livro “A Águia Rebelde” do V.M. Rabolu, ali ele faz a melhor descrição possível desta técnica fundamental para todo aquele estudante esoterista que quer avançar em seu Caminho Interior.

3 opiniões sobre “29 – Técnica para Dissolver o Eu. (Os detalhes e a MORTE em MARCHA)

Ricardo Sérgio Golfieri

Boa tarde …

Tenho uma dúvida:

Ao ir realizando no dia a dia a morte em marcha com determinado agregado, estou percebendo que quanto mais peço a desintegração, mais detalhes vão se manifestando ao longo do dia…
Minha dúvida é se estou realizando a prática corretamente… “pelo fato de os detalhes aumentar”

Outra dúvida também é:

Existe a possibilidade de sermos atacados internamente e externamente logo que iniciamos as práticas gnósticas? É possível recebermos um revés da natureza?
Desde já agradeço e aguardo contato…

Resposta
    gnose

    Grande pergunta, amigo… isso também ocorreu comigo… cheguei à conclusão de que a percepção de mais detalhes se dá pelo fato de que a auto-observação e o sentido da auto-observação se tornam mais eficazes… Há, nao obstante, um outro ponto interessante à notar… é que quando deixamos a mente muito solta, ou melhor, quando não nos concentramos no que estamos fazendo, os egos ficam mais à vontade para atuarem… ou seja, a prática de morte em marcha diária, dia todo, casa muito bem com a concentração no que estamos fazendo…

    Resposta
    Iuri Haracemko

    Quanto mais a pessoa se torna consciente dos seus egos ( com a morte em marcha ) mais essos egos se tornam perceptíveis para nós, então é comum vc ter cada vez a percepção dos detalhes, isso é nornal, pode inclusive dependendo do seu grau de entrega ao trabalho intimo vc se sentir “indignado” com vc mesmo, pensando que talvez vc não seja uma pessoa legal ou achar que a prática está prejudicando vc de alguma forma, não desanime, os egos têm vontade própria, pode parecer uma coisa fora da realidade, mas partes da nossa mente vão lutar contra a sua tentativa de libertação, caso isso ocorra, simplesmente continua firme na jornada, continue fazerndo a prática de M.M e as proteões diárias.
    Sim é possível receber ataques internos ( do próprio ego ), isso é normal, caso isso não aconteça vc não está na realidade realizando a prática de maneira correta, o normal é haver uma revoluão interna; também é possível sofrer ataques espirituais externos, mas isso estamos sujeitos no dia a dia, não somente pelo fato de estarmos fazendo a morte em marcha, as práticas de proteção servem para nos protejer contra isso.
    Abraço

    Resposta

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