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36 – Centro de Gravidade Permanente (C.G.P.)

17 de fevereiro de 2016 - Fase A

Tema nº. 36  –   Centro de Gravidade Permanente. (C.G.P.)

Sabemos muito bem, pois a ciência oficial nos tem ensinado com exatidão, onde é o centro de gravidade (C.G.) da massa planetária terráquea. Mas, será que sabemos onde estará o C.G. do nosso ser?

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C.G. (centro de gravidade)

Existem dentro de nós duas forças distintas.

Uma delas é a Divina, de caráter solar. Sua sede é a nossa Essência, nossa Consciência Livre, cuja morada, conforme temos repetidamente ensinado aqui, é o coração tranquilo.

A segunda força que nos habita é de caráter lunar, trata-se do nosso Eu Psicológico, ou melhor diremos, dos nossos muitos Eus Psicológicos (aquilo que achamos que somos, somado àquilo que fingimos não ver dentro de nós mesmo, acrescentando, ainda, o que nem imaginamos que existe em nossos subconsciente e inconsciente). Como dissemos em lições anteriores, a personalidade é o veículo de expressão dos egos.

É triste dizer, mas é facilmente observável que o nosso C.G. hoje em dia está na nossa personalidade. Lembremos que o eu pensa, sente e age por nós. Um eu não tem qualquer compromisso com o que outro eu firmou. O eu jamais consegue ter continuidade de propósitos. Os eus são idéias, planos, juízos, teorias, sentimentos negativos, desejos, etc. Desta maneira, o C.G. de uma pessoa, sendo na personalidade, ele nunca poderá ser permanente, pois cada eu terá apenas por alguns instante o controle da máquina humana, até ser logo desbancado por outro.

A personalidade de cada um é totalmente filha de seu tempo. E isso é muito facilmente observável. Quem é que hoje em dia fala a língua de nossos antepassados? Tem os hábitos dos nossos antepassados longínquos? E por aí vai…

A personalidade é carente de qualquer divindade ou beleza espiritual. Ela nasce, cresce e morre, juntamente com o corpo físico. Assim, diremos enfaticamente que a personalidade daquele que não eliminou o seus egos é cem por cento mecanicista, transitória, inconstante (deixam os fatos externos influir nos estados interiores; uma hora quer ser um a pessoa, outra hora quer ser outra) e materialista (uma hora deseja uma coisa, outra hora deseja outra; etc.).

Um homem sábio, por sua vez, obedece a sua Consciência Livre e Desperta e não age por impulso inconsciente ou gosto, vaidade ou tendência pessoal, desconecta da necessária busca da verdade. Uma pessoa destas, que obedece a sua Consciência Livre e Desperta é alguém que já conseguiu estabelecer o seu CENTRO DE GRAVIDADE PERMANENTE. (C.G.P.) Entendamos que somente é possível se estabelecer um centro de gravidade permanente em nós mesmos se este for na Essência, pois Ela é a única parte inconstante de nosso Ser.

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Em suma, a Essência, que é partícula do Ser, é unidade; os eus multiplicidade.

A Consciência desperta de um sábio é um Deus em miniatura, feliz em si mesma e por si mesma. É da mesma matéria que Deus, conectada a Ele… É parte dele…

Os eus são desvios de consciência, formas humanas e bestiais, que se não forem eliminadas por nós mesmos, conscientemente, terão que ser eliminadas pela mecanicidade da sábia natureza, nos infernos infra-atômicos, após muita dor.

Para que cada um de nós crie o seu C.G.P. é necessário que transfiramos o C.G da personalidade para a Essência, ou seja, que a personalidade se liberte da escravidão do eu, o que é possível quando eliminamos o ego animal. Isso se consegue com as técnicas que temos passado aqui, de AUTO-OBSERVAÇÃO E MORTE EM MARCHA, ou melhor, com os TRÊS FATORES DE REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA.

A tendência mecanicista é o normal no ser humano degenerado destes tempos. Por isso temos que continuadamente nos esforçar para puxar o nosso C.G. da personalidade para a Essência.

A primeira tarefa que o discípulo que realmente quer conseguir adentrar no caminho secreto das iniciações é conseguir o C.G.P.

Num instante em que nos esquecemos de nós mesmos, de nos auto-observar, cometemos muitos erros. É interessante que quando iniciamos um trabalho sério sobre nos mesmos, passemos a conseguir distinguir perfeitamente o ’sabor trabalho interior’ do ‘sabor vida comum e corrente’. O ‘sabor trabalho interior’ é o estado interior daquele que está se recordando de si mesmo, em estado de auto-observação e morrendo de instante em instante; aqui e agora. Quando a Consciência passa ao estado de observadora de nós mesmos, quando nos identificamos com a Consciência Livre, adentramos em um delicioso estado Pré-Edêmico.

Quando se consegue satisfatoriamente o C.G.P. vem o equilíbrio dos cinco centros da máquina humana… Centros equilibrados, energia sexual madura para a prática do grande arcano… Energia sexual excedente e madura para a prática do Grande Arcano, possibilidade do despertar da Serpente Ígnea de Nossos Mágicos Poderes.

A consciência por si é Revolucionária, Luminosa, Sábia, Poderosa, Pura, Bela, Virtuosa.

Uma vez eliminado um defeito inumano e bestial, aumenta-se a virtude correspondente. Assim, quanto maior quantidade de eus eliminados, mais virtudes, mais beleza, pureza, sabedoria, poder, etc. e, é claro, maior será a continuidade de propósitos, que também é uma qualidade da alma.

É interessante salientar que a consciência vai despertando por dimensões. Também dissemos linhas acima, creio, que o C.G.P. deixa pronta a energia sexual para o despertar da Kundalini, Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes. Acrescentaremos a tudo isso, que ao subir uma Serpente, se criará o respectivo Corpo Solar. Por exemplo, ao subir a Serpente do Corpo Astral, se despertará a Consciência no Mundo Astral e se criará o Corpo Astral Solar, ou seja, queremos dizer aqui que o C.G.P. se estabelecerá na quinta dimensão, definitivamente, nestas circunstâncias. E assim por diante nas demais dimensões. Sem o trabalho alquímico, no entanto, o C.G.P. no mundo físico é o limite.

Para finalizar esse tema, deixaremos alguns conselhos que nos ajudarão a adquirir o C.G.P. Vamos enumerá-los:

– nos esforçarmos para compreender a fundo, dentro de nós mesmos, o ensinamento;

– nos esforçarmos para transferir o nosso C.G. para a pequena porcentagem de livre arbítrio que possuímos (os 3% de Essência Livre), lutando para distinguir dentro de nós mesmos o que é o ‘sabor trabalho interior’ e o ‘sabor vida comum e corrente’;

– levar o trabalho sobre nós mesmos a sério;

– trabalhar sobre os detalhes de instante em instante, de momento em momento, ou seja, eliminar de nosso interior as pequenas manifestações dos eus, pois isso liberará uma boa porcentagem de consciência, que nos será muito útil para nos darmos bem nas práticas.

– fazer as práticas que nos passaram os Mestres;

 

RECAPITULANDO:

 

– C.G. (centro de gravidade) na personlidade – multiplicidade;

– C.G. na Essência – Permanente = C.G.P.;

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