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52 – A Origem do Ego

17 de janeiro de 2016 - Fase A
52 – A Origem do Ego

Tema nº. 52  –   A Origem do Ego.

 

Tudo começa com a Saída da Mônada do Absoluto.

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Quando a Mônada acaba de sair do Absoluto ela é inteiramente feliz, mas não sabe disso.

 

O termo esotérico preciso para a saída da Monada do Absoluto é “vomitada”. Assim, a Mônada é vomitada do Absoluto, a fim de iniciar um processo de Auto-Conhecimento de si mesma.

Neste fenômeno natural, acontece que a Mônada vai baixando para dimensões cada vez mais densas, até chegar à nossa.

Como sabemos, o Absoluto é regido por uma única Lei, a Grande Lei. A Mônada ao sair dali, cria a sombra se si mesma, e essa é a segunda lei, a dualidade. Passa a fazer parte, portanto, da dimensão das duas Leis. Depois baixa um pouquinho mais, para o mundo de três Leis. Lugar de felicidade suprema. Essas Três leis são nada menos que Pai, Filho e Espírito Santo. A partir do mundo de seis leis, ou seja, do mundo causal, já passa a existir as causas do eu, os eus-causa. As Causas do Eu são da própria mecânica da criação.

Não há nada de errado neste processo, faz parte dos procedimentos para o Autoconhecimento.

Podemos chamar esse processo de o desvirtuamento da luz, o qual começa a partir da nossa saída do Absoluto.

E assim, surgiram as primeiras humanidades do nosso planeta Terra.

Contam-nos que os lemurianos apenas tinham que trabalhar com os eus-causa. Eles eram seres clarividentes, ligados profundamente ao Cosmos e aos seus Pais Internos. Viviam felizes e unicamente copulavam para criar, de acordo com a Lei Divina, sem ejacular o Sêmen.

Porém, surgiram entre eles os Luciféricos. E tentaram a humanidade para que derramassem o Vaso de Hermes, o sêmen. Interessante salientar que o surgimentos dos Luciféricos e a sedição à fornicação teve uma causa. Os lemurianos tiveram que conviver um longo período com a cauda satânica, e isso os fez cair. Foi nestas circunstâncias que os Lucíferes encontraram o terreno apropriado para proliferar o mal hábito do derrame seminal, o que causou a nossa fatal expulsão do Éden pelos Deuses. Acabamos por nos tornar perversos e degenerados.

Contam-nos, ainda, que os lemurianos tiveram que passar por uma catástrofe terrível, devido aos seus pecados. Somente os eleitos escolhidos escaparam, sendo salvos pelos seus méritos, e foram transferidos para local seguro. Livre dos perversos a humanidade pode viver mais um curto período de Idade de Ouro. Ali, após mais uma série de cruzamentos, deram origem à raça dos atlantes.

 

“Os Deuses criam e tornam a criar incessantemente”.

 

A humanidade é uma criação dos Deuses Santos, os quais lutam (por amor a humanidade) para nos proporcionar as condições físicas e psíquicas adequadas para que possamos cumprir com o nosso dever de nos religarmos com o Pai Celeste.

Por seu turno, o Íntimo, o Deus de cada um de nós, pois cada um possui o seu, nos aguarda, fazendo esforças indizíveis para nos trazer inquietudes espirituais. São estas inquietudes espirituais que movem as pessoas a buscar o Sagrado; a buscar a Luz. Algumas pessoas simplesmente não possuem inquietudes espirituais e isso se dá simplesmente porque o Íntimo delas pouco se interessa em impulsionar seus Bothsatwas, ou seja a parte inferior de todo Ser. Isso parece trágico, mas é o que é: nem todos se interessam pelo caminho sagrado.

Isso quer dizer que até os Deuses são diferentes. Perfeitos, sem máculas todos, mas diferentes. Neste contexto, alguns conseguem a Maestria e muitos são os que não a logram, seja porque não a almejam, pois não tem inquietudes; seja porque não terminam os seus trabalhos, por incompetência. Mas o dever dos Grandes Mestres é proporcionar as condições para que todos possam conseguir chegar à Luz.

Essas almas que não lograram a Maestria, após muitíssimos sofrimentos na dolorosa Roda do Sansara têm por direito viver no reino da felicidade eterna, mas se o compararmos com os Mestres Auto-realizados, são como formiguinhas ante um homem. São garotos de recado…

Os Manus, ou Criadores de Raças, foram homens comuns que se religaram com os seus Deuses Íntimos particulares, tornando-se Deuses. Criam e tornam a criar. São seres plenos do amor Divino, que renunciaram a entrada no Absoluto por Amor à humanidade. Foram eles, que providenciaram a seleção e os cruzamentos corretos para o surgimento da atual quinta raça ária e organizaram nossas primeiras civilizações, naqueles tempos que costumamos chamar Idade de Ouro. Antes desta nossa raça ária, foram também eles que providenciaram a seleção das sementes, cruzamento e organização inicial das civilizações atlantes, lêmures e as anteriores a estas duas.

Todo esse processo de criação das raças é um processo real. Isso é, ele precisou ser levado a cabo, ser realizado aqui na Terra.

Neste processo, conta a história dos séculos, pode haver erros, acertos e desacertos. Houve um tempo em que a instabilidade da Terra foi muito grande, há muitos milhões de anos, ocasião em que os Manus tiveram que resolver o problema. Para isso foi necessário colocar caudas nos homens. É aí que surge o temível órgão Kundartiguador, a cauda de Satã. Mas, isso era necessário para dar estabilidade ao planeta Terra e fazer a humanidade despertar consciência. Assim, foi feito.

Lembremos que é necessário que a Consciência baixe para se conhecer e poder conhecer o bem e o mal. Esse é um processo natural que toda a humanidade, seja em qual planeta for, tem que passar.

 

Não devemos confundir nunca Kundalini com Kundartiguador.

 

O nome Kundalini vem precisamente da raiz fonética de Kundartiguador, acrescendo a terminação ’lini’, de origem atlante, que quer dizer fim. Portanto, kundalini quer dizer fim do órgão kundartiguador… Fim das ilusões, fim da hipnose satânica que nos liga aos infernos atômicos.

 

Kundalini é Serpente que Sobe.

Kundartiguador é serpente que baixa.

 

O objetivo da grande obra, enfim, é transformar a tendência kundartiguadora na Serpente Ígnea dos Mágicos Poderes que nos conduz ao ‘religare‘, de volta ao Absoluto.

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Enfim, o que sucedeu naquela operação de nos colocar o órgão kundartiguador foi que os responsáveis por isso, os Manus Arcanjos Lóisos e Sacaki e sua comitiva, calcularam mal, deixando o referido órgão por mais tempo que o necessário, o que deu por conseqüência os desastrosos efeitos da criação dos eus animalescos e bestiais fortificados que infestam a geração humana atual.

Contam as lendas dos séculos que isso se deu na Lemúria e que os referidos mestres terão que pagar os seus Karmas. Mas, a nós, resta lutar contra os eus infernais que nos habitam e vencê-los custe o que custar.

Foram os maus cálculos dos dois Manus que deram ensejo ao surgimento desta geração corrupta e perversa em demasia, a qual habita a Terra hoje em dia.

Não é demasiado dizer que o ser humano atual é a geração mais perversa e baixa que já habitou a face da Terra. Se, não obstante, quisermos nos emancipar, nos religarmos com Deus, com a Verdade e com a Luz é necessário que nos esforcemos muito e muito para vencermos as tentações sem fim causadas pelos resultados da antiga existência do órgão kundartiguador em nós.

 

Há um enunciado esotérico que diz: quanto maiores os esforços maiores os méritos.

 

Todo ser humano possui em seu ventre um medianeiro plástico, um artista criador subconsciente e/ou inconsciente.

Ele está posicionado justamente no local onde se acumula energia sexual e onde também se encontra o centro emocional inferior. Queremos nos referir ao ventre.

Esse reservatório de energia sexual posicionado no ventre poderia ser útil, se caso soubéssemos transferi-la conscientemente para todos os centros da máquina humana, principalmente aos superiores e ao coração. Mas o fato é que no ser humano comum e corrente isso não ocorre. Esse descontrole dá ensejo à criação de todos os tipos de aberrações, os eus. É ali neste centro onde são gestados os novos eus que mais tarde vem a tomar forma.

Por outro lado, a eliminação do eu-psicológico e o sábio uso da energia sexual, através da transmutação sexual sem ejaculação seminal põe um fim a este processo.

A Gnose ensina a Transmutação Sexual. Ela deve ser realizada todos os dias. Em caso que seja impossível, o neófito deve sublimar suas energias sexuais, conforme temos ensinado aqui. É importante que se diga: a energia sexual não fica parada; ou ela sobe ou desce. Para fazê-la subir é necessário esforço consciente. Para deixá-la descer, basta não fazer nada.

A Eliminação dos eus psicológicos, conforme temos ensinado neste curso, torna o ser humano cada vez mais puro, trazendo-o cada vez mais para próximo da Verdade.

 

É, portanto, baseados nestes dois procedimentos, a morte do mim mesmo e a transmutação das energias sexuais, que deixamos de criar novos eus.

Obviamente estes procedimentos também fazem com que se vão reduzindo a quantidade e a intensidade da atuação dos milhões e milhões de eus que já criamos. E isso traz alívio e felicidade crescentes.

 

Necessitamos deixar de sermos vítimas das circunstâncias… vítimas de nós mesmos. Devemos aprender a criar conscientemente as situações favoráveis para nossas vidas…

 

Este tema é bastante teórico. E bem sabemos que a gnose é cem por cento prática. Então, vamos às práticas: quero neste capítulo por ênfase no processo de desenvolvimento do sentido da auto-observação.

Sem o sentido da auto-observação desenvolvido não é possível sair do mundo das teorias. Ele é o primeiro degrau para a conquista da alma. Ele é o primeiro sentido da alma, que culmina com a polividência.

Devemos nos esforçar para desenvolver esse sentido. Ele nos possibilitará ver os defeitos psicológicos atuando aqui e agora, tais quais eles são, sem que nós tenhamos que dar valores ao orgulho, à vaidade, à luxúria, etc.

O sentido da auto-observação simplesmente capta esses defeitos em plena atuação.

Para se desenvolver o sentido da auto-observação é necessário que nos esforcemos vinte e quatro horas por dia em voltar a atenção ao nosso interior.

Para se desenvolver a maneira correta como devemos nos auto-observar é urgente que avencemos na prática da meditação. A meditação diária fará com que a Consciência desperte. E é a Consciência quem realiza a observação de nós mesmos.

Necessitamos DESPERTAR A CONSCIÊNCA URGENTEMENTE.

Para tal, a Meditação deve ser realizada diariamente, enquanto a auto-observação deve ser realizada o todo tempo.

 

Sente-se, ou deite-se, o estudante confortavelmente e esteja aqui e agora, dono de seus sentimentos, e que este seja a paz que brota do coração tranqüilo; dono de sua mente, e que ela esteja quieta apenas sabendo-se aqui e agora em estado de auto-observação de si mesmo. Defeito observado deve ser passado à Eliminação, através da eficaz oração à Mãe Divina: “mãe minha, elimina de mim este defeito!” Pratique assim a auto-observação seguida de morte em marcha até que o silêncio absoluto paire em seu interior; até que nenhum sabor psicológico possa ser observado em seu interior, com a mente simplesmente no aqui e agora… Boa Prática.

 

Lembremos, mais uma vez que é a alma, A Consciência, quem observa os demais centros e o ego. Ela é da sexta dimensão. Eles, os eus, da quinta. Devemos nos esforçar para nos identificarmos com ela e não com eles.

Nós somos a livre alma pura e não o ego, cuja característica é ter ‘gosto psicológico de algo’. Se não entenderam isso, entenderão com o praticar…

O esforço é a palavra chave nestes estudos esotéricos.

 

TENACIDADE E PACIÊNCIA.

 

Portanto, o esforço para conseguir despertar o sentido da auto-observação é indispensável. Esforcemo-nos, pois, até que estejamos craques na auto-observação. E isso será notório. Tudo que estiver fora de ordem em vosso interior é um indício grande de que ali atua o ego. Tudo que é vaidade pessoal, passividade, tensões e irritações são eus atuando… Etc., etc., etc.

Quando deixarmos de sentirmos pena de nós mesmos; quando conseguirmos nos ver tais quais nós somos… Aí estaremos maduros para a eliminação de nossos eus psicológicos. A auto-pena é própria do eu. Alma não sofre. Devemos captar certo típico “gosto psicológico“ do eu, julgá-lo e condená-lo, para em seguida, toda as vezes que sentirmos novamente esse ‘gosto psicológico’ dentro de nós, eliminarmos de nossa psique até a mínima fração deste ‘sabor’, deste eu que pensa, sente e age por nós. Esse é um longo trabalho progressivo. Ou seja, cada vez mais vamos nos auto-conhecendo e morrendo em nós mesmos por etapas.

 

Para um correto e perfeito desenvolvimento do sentido da auto-observação, conforme temos ensinado neste curso é necessário, ainda, disciplina e continuidade de propósitos.

 

No processo do desperta da Consciência é interessante que demos ênfase ao despertar do chacra cardíaco, o cárdias. Lembremo-nos que a sede da alma é o coração. Portanto, além da prática dos três fatores de revolução da consciência, da meditação, do desdobramento astral, que devem ser diárias, é imprescindível lutarmos par desenvolver o cárdias. Isso é possível através das práticas aqui dadas, desde que realizadas diariamente; seja com a concentração no coração com intuito de meditar, ou com o intuito de sair em astral; seja o mantra “O” com concentração no coração, fazendo e vendo o disco solar, lá no fundo do coração, girar da esquerda para a direita como os ponteiros de um relógio visto de frente (esta prática deve ser realizada sem o sono – o sono é útil nas práticas de meditação de desdobramento astral). Também ensinamos em determinado capítulo deste curso a prática da Deusa Kakini, que é excelente para o despertar do Cárdias.

 

Deste modo, estas práticas todas que temos ensinado são para serem praticadas.

 

Muito mais além no tempo, após a eliminação, a decapitação, do eu; começa o trabalho com os eus-causa. Como dissemos, devemos diferenciar entre o eu e o eu-causa. Os eus são as manifestações grosseiras do eu. Os eus-causa são as larvas de onde posteriormente os eus vão se cristalizar. Os eus-causa são pequenos desvios de conciência, enquanto o eu são as aberrações HIPNÓTICAS, completamente distantes do divinal que observamos hoje, e muito tristemente podemos dizer que é a maneira média e normal da humanidade atual agir: vivemos praticamente vinte e quatro horas por dia identificados com os egos.

Na Santa Igreja Gnóstica da Loja Branca somente é chamado de Homem autêntico aquele que eliminou se si os eus e inicia os trabalhos com os eu-causa. Assim, é necessário a esta geração corrupta, que morramos muito em nós mesmos para sermos dignos de sermos chamados de Homens. Hoje em dia não passamos de meros animais intelectuais.

 

A chave para auto-superação é o trabalho com os três fatores de revolução da consciência: morrer, nascer e sacrifício pela humanidade.

 

Pela via sexual caímos e é pela via sexual que nos religaremos com o Pai, com as condição indispensável de eliminar radicalmente os elementos infra-humanos e bestiais que carregamos dentro; mediante a Castidade Científica, sem nunca jamais derramar o sêmen sagrado.

A energia sexual tem o poder de criar homens autênticos e isso é realizado através DO ASCENSO MARAVILHOSO DA SERPENTE ÍGNEA coluna vertebral acima e da criação dos corpos existenciais do Ser, através dos quais Deus pode se manifestar em nós; mas também tem o poder de criar demônios, aberrações, eus. Isso se dá quando o homúnculo racional comete o delito de derramar vilmente o sêmen.

A energia sexual também é a força destruidora com a qual vamos reduzir a cinzas os eus-diabos que carregamos dentro.

Cabe a nós nos decidirmos a lutar pela Luz ou sermos vítimas passivas das tentações luciféricas.

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RECAPTULANDO:

 

– a origem do ego é um processo natural do Universo para o Auto-conhecimento;

– a Mônada, o Ser, é vomitado do Absoluto e vem se fracionando, baixando, até chegar ao estado atual; e caso não iniciemos um processo de retorno ao Pai, ao Absoluto, vamos continuar baixando até os Mundos Infernos;

– o processo de retorno ao Pai é realizado através dos TRÊS FATORES DE REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA: NASCER; MORRER E SACRIFÍCIO PELA HUMANIDADE.

Uma opinião sobre “52 – A Origem do Ego

Luiz Carlos

Muito bom:

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